Penteando os cabelos e se olhando no espelho você em segundos já se encontra em prantos.

A tristeza consome. Você se vê perdida por onde vai começar a organizar a casa, o que custa melhorar financeiramente, por onde foi a vaidade dessa mulher? O companheiro que custa entender o que você passa diariamente. Se despedaça com o choro do seu filho sem realmente saber o que pode ser, depois de ter alimentado, tomado banho, trocado a fralda… será sono? Cansaço? Dor, aonde? Aí… mãe acerta mas, também erra muito pra decifrar todos os sentidos de uma criança e nesse caminho já se perdemos.
Essa mulher se perde profissionalmente, pois se prende ao filho, as suas necessidades e se vê impossibilitada a trabalhar fora. Não quer deixar em crechê, escolinha, pessoa específica ou sei lá o que. Portanto, resolve ficar em casa cuidando da casa, mas por fim acaba não cuidando dela.
E em pensamento vem a tona o empreendedorismo. Mas, por onde começar? Preciso me ocupar com algo, fora da minha ROTINA! Empreender não é fácil e nem começa com invenção.
Conselhos, críticas e conversas jogada fora ela se perde cada vez mais. É muito palpite também. Ela enfrenta uma guerra dentro de sí. Ela em momento e outro se encontra destruída pelo dia que passou e pelas palavras que escutou. Mas, ela encontra forças para enfrentar mais dias ruins e piores talvez.
Ah, coitada de tão cansada, se perde no sono junto com o bebê amamentando, precisando ter que dá conta e atenção do seu cônjuge. Maternidade afeta o relacionamento? Não sei, mas é relativo e depende de maturidade de ambos.
Ela se perde tanto que se sente culpada por tudo e por todos. Se sente como um vulcão em erupção, com um misto de sentimentos girando em torno da sua cabeça.
Mas, tenhamos calma! Vamos para o meu saudoso e velho mantra “Vai passar” assim espero (risos)
Ela vai se equilibrando e fazendo malabares no seu dia a dia e em algum momento vai se encontra seu ponto de paz e refúgio.
