Olá, mamães de primeira, segunda, terceira… viagem! Estou produzindo um texto para a reflexão da sociedade e uma indagação para nós mães. Você já deve ter lido artigos, matérias, notícias, lido livros, documentários… tantas coisas relacionadas a maternidade e a mudança que um filho trás para as nossas vidas. A gente se depara com um novo mundo após o nascimento de uma criança, sem contar que a gente renascer das cinzas rsrs. Sério! Eu não tô brincando. A gente não se conhece mais por um tempo específico e depois passa aquela angústia (para muitos dizem ser uma depressão pós parto ou Baby blues). Beleza! Passou. Aí vem toda aquela responsabilidade de nos doar para um serzinho e que a cada dia o amor vai aumentando e por um instante você já é capaz de dar sua própria vida para seu filho (a), sim… A gente é capaz!
Aí o tempo passa, passa, passa… E os cuidados que nós tínhamos para conosco, o tempo livre de assistir uma novela, pintar as unhas, ajeitar o cabelo, sombracelhas… cuidar da casa, de marido, cachorro, papagaio… ah, tantas coisas. E aí vem o momento ideal para a sociedade lhe apunhala com as críticas, achismos e comentários desconcertantes e constrangedor. Conversas paralelas e vem “você está acostumando ela (ele) mal”, “Ela é assim por sua causa”, “malcriada”, “mulher tú tá acabada”, “E essa barriga? Ainda não perdeu?” “por isso que eu não tenho filho, para vim dá trabalho pra mim”, (sim, eu já escutei esse comentário). A sociedade impõe a vida das mães como uma competição e rotulação por forma de criar seu próprio filho, da forma como se vestir, mantém a sua casa, seu relacionamento.
Mas, raro alguém perguntar se a gente está bem ou precisa de ajuda. A sociedade é assim!
O meu questionamento para as mães é, quando isso tudo vai acabar e o nosso psicológico vai se torna íntegro?
Tenho comigo que é só uma fase e essa “vida bagunçada” vai se adaptar às coisas e pessoas.
E parece clichê, mas as crianças crescem rápido e por incrível que pareça a gente vai se pegar com saudade dessa fase.
Mas, proponho as recém mamães a se cuidar, não por imposição da sociedade, mas para voltar o seu próprio EU. De saber que existe uma mulher aí e não máquina de cuidar dos outros e das coisas. As vezes nos pegamos perdidas e rodeadas de pessoas, mas parecemos estar sozinhas…
É um desafio diário… Mas lembre-se do mantra “vai passar”…
Vamos tentar resgatar aquela mulher, a identidade ou tentar ser melhor do que éramos antes. Para nós, e sem dispensar para os filhos e família também. Sejamos felizes apesar de qualquer circunstância!
Texto: Joyce Matias Oliveira @Joyce.matias509
